A culpa é do RH?
0
 
0 Flares LinkedIn 0 Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 Email -- 0 Flares ×

A percepção de que a área de Recursos Humanos é o centro dos custos e não do resultado principal das empresas brasileiras ainda está ativa. Por ser uma área estratégica e que não trabalha diretamente com resultados tangíveis, torna-se difícil quebrar esse paradigma, principalmente quando estão envolvidos no processo diversos indicadores.

Com certeza, os indicadores de performance colaboram, mas não revelam o essencial que é a qualidade das relações e a satisfação do profissional com a atividade que está desempenhando.

No dia a dia, quando olhamos planilhas, relatórios e gráficos, podemos afirmar que os resultados aparentes são positivos financeiramente, mas é destinado ao RH administrar as queixas, insatisfações e reclamações trabalhistas decorrentes de assédio moral e aumento do turn over que afetam de forma negativa os resultados da área.

Muitos são os gestores que respiram aliviados quando o dedo é apontado para o RH como o responsável direto pelo treinamento inadequado ou a seleção equivocada de determinado profissional, porém não percebem que a liderança exerce o papel de guia para os colaboradores e na história das relações humanas.

Ressalta-se que a cultura também exerce papel direto nos relacionamentos e nesse contexto, o gestor exerce papel de mediador entre as exigências da organização e as expectativas da equipe, usando da flexibilidade para criar meios de harmonizar essas relações, evitando ao máximo o desgaste.

Os quesitos produtividade e vantagem competitiva sempre estão em pauta, tornando cada vez mais necessária a atuação do RH no desenrolar das relações dentro das organizações.

Algumas lideranças ainda não percebem a área como parte de uma política de desenvolvimento integrada ou estratégia de crescimento e busca constante de diferenciais sustentáveis. E na verdade apenas solicitam os salvadores da pátria dos “Recursos Humanos” quando existe alguma situação para ser sanada ou quando há algum problema a ser resolvido, ou seja, não há uma integração das ferramentas propostas na busca de minimizar os conflitos, otimizar a comunicação e antecipar-se aos problemas.

O questionamento principal: Por que muitos profissionais se sentem insatisfeitos? De imediato é possível responder está questão. O clima organizacional na maioria das vezes não é bom, os profissionais reclamam das políticas adotadas e percebem de forma clara a falta de reconhecimento. Tais fatores colaboram para que as equipes adotem uma postura omissa e causam a insatisfação que reflete diretamente no desempenho profissional. Ou seja, esse mix de cultura, resultados esperados, políticas e expectativas por parte do colaborador entram em colapso.

Trabalhar com RH nada mais é do que lidar com pessoas e essas pessoas são munidas de desejos, sonhos, frustrações e expectativas. E que nem sempre os desejos do colaborador estão conjugados com as necessidades da organização.

Cabe também ao RH sair do discurso ilusório e partir para a prática, mostrar a sua relevância no processo de gestão e como poderá refletir nas escolhas pela busca de melhor resultado e mais excelência no desempenho das atividades na organização.

Sendo assim, não adianta ficar na berlinda entre a organização e o colaborador. Para tanto, fica a seguinte frase para reflexão: Nós somos nossas escolhas! Nossas escolhas nos distinguem e nos tornam únicos!

A culpa é do RH?

Como Podemos Apoiar Seu Desenvolvimento Profissional?

Os campos marcados com * são obrigatórios